domingo, 20 de novembro de 2016

Análise semanal – Yakusoku no Neverland #08 ao #15

Aquele combo de quando o editor-chefe esquece da vida

Antes de qualquer coisa, desculpe a demora por essa análise. Sei que ela é a mais querida por quem acessa o blog, mas ela é a que mais ficou corrida de atualizar. Até porque sempre que eu sentava para escreve-la algo ocorria, aí veio a correria de fim de período e ficamos com esse acumulo de quase dois meses.
Mas vamos ao que interessa, vamos falar sobre essa quantidade imensa de capítulos dessa série que, atualmente, é uma das que mais estou curtindo ler. Apenas lembrando que, mês que vem saí o primeiro volume encadernado (no Japão); e aí será o momento da verdade, pois se a obra for popular teremos boas vendas. Por hora, vamos ao que interessa.

Capítulos #08, #09, #10, #11, #12, #13, #14 & #15 – “Eu tenho uma ideia”, “Vamos brincar de pega-pega”, “Controle”, “Espião”, “Espião (2) ”, “Espião (3) ”, “Carta trunfo” & “Nunca mais faça isso”

Me lembro bem de, na última análise, ter dito que evitaria acumular capítulos de Yakusoku no Neverland para não ter excesso de informações acumuladas na próxima análise. Pois bem, depois de muito tempo voltei e o acumulo foi até maior que o anterior, logo vou ter que escrever com o máximo de precisão e cuidado possível para não deixar nenhum ponto crucial passar.
Pois bem, vamos do começo: depois de ler todos os oito capítulos que acumulei posso começar dizendo que a dupla merece meus parabéns. O Shirai-sensei, por conseguir entender o que é necessário, a priori, para manter a série viva dentro da Jump e o Posuka-sensei, por conseguir deixar seu traço cada vez mais único, mesmo que não seja aquele traço que me agrade, como já comentei anteriormente.
Esses capítulos são, em resumo, o fim da introdução e o início de um arco; arco este que já começa com surpresas e reviravoltas que, em momento nenhum, eu imaginava possível para ser utilizado nesse início de série. Talvez mais para frente, mas não agora e mesmo utilizando esse artifício cedo, eles ainda acertaram a mão, o tom e nos deixaram ansiando por mais. Claro que incluir o Don e a Gilda no plano de fuga, assim como alerta-los sobre toda verdade do orfanato não foi uma estratégia em vão, mas a surpresa fica pelo fato de conseguirmos notar que a Krone está agindo por conta própria e com seus próprios planos. Isso acaba sendo algo vantajoso e ao mesmo tempo consegue nos fazer pensar até onde isso será levado. Em contrapartida o choque dessa sequência é descobrirmos quem é o espião da mama.
Sinceramente, eu não esperava que o roteirista fosse colocar justamente o Ray como espião por uma série de fatores, mas, no fundo, sei que essa foi a escolha mais acertada, justamente por ser o mais óbvio. Coisas nesse nível de obviedade não são esperadas e por isso se tornam mais chocantes quando descobertas. Fora isso também é bacana vermos a exploração que pode ser retirada desse fato, porque ainda parece muito vago o porquê do Ray ter se aliado a mama e se tornado seu informante, uma vez que ele poderia ter feito qualquer outra coisa com essa informação, ou até mesmo ter se feito de burro. Mas, tudo isso apenas culmina em termos cada vez mais ciência que, nessa obra, todos são mais do que aparentam. A começar pela mama, que cada vez mais, vai se assumindo uma vilã enigmática, isso se levarmos em conta tudo que sabemos dela e o que ela vai soltando com o passar dos capítulos; indo até as crianças que, apesar da aparência, são espertas e bem cheias de fibra.
Cabe aqui a menção que, a cada capítulo que passa, a série vai se afirmando como um perfeito Shonen de suspense que conhece seus limites e sabe bem onde quer chegar, mais do que isso, sabe que tem um tempo limite. Não que a obra corra risco de cancelamento, não nesse momento, porém, até então, o Shirai sabe que não dá para estender demais a série. Ela tem tempo para acabar, mesmo que faça um sucesso estrondoso, não será possível brincar de esticar a corda muito, pois seria um risco à qualidade que a obra apresenta até aqui e isso é visto semanalmente, pois esse arco é onde as peças se encaixam e os segredos iniciais afloram. Quando as peças estiverem em posição, o jogo começa e a dupla lutará contra o ritmo imposto.
Claro que nada garante que eles vençam, mas até aqui a jogada está sendo bem-feita, com destaque para os capítulos do #13 & #14, que são onde vemos um jogo de persuasão ocorrendo entre o Norman e o Ray. De um lado um quer enganar a Emma, do outro quer ser honesto com ela até o final, e essa tensão irá imperar. Até porque, sejamos francos, não dá para fugir de um orfanato com cerca de 60 crianças; é impossível, para dizer o mínimo. Mesmo com todo treinamento, boa parte morreria no percurso, sendo peso morto. Nesse ponto o Ray está certo, mas pelo ponto da Emma, o qual é apoiado pelo Norman, vale arriscar.
Mas, como é dito... uma jogada em falso e é game over para todos. Agora é apenas ver como todas as peças importantes estão a postos. É apenas questão de quando o jogo começará e como nossa dupla dinâmica manterá essa sequência de eventos, pois eles podem fazer um suspense que emplaque igual Death Note, ou algo broxante como Enigma. Tudo depende do senso de urgência e das boas sequências, entretanto, ao julgar o que foi feito até aqui tenho que ser otimista e dar crédito aos dois. 
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