domingo, 23 de julho de 2017

Review – Your Lie in April vol. #01


Um dos shounens mais interessantes dos últimos anos, enfim, chegam às terras brasileiras. E, acredite, vale a pena você conferir.

Primeiramente, sim, estou panfletando na lata. Estou fazendo aquele jabá básico, pois é preciso que eu admita, antes de qualquer coisa, que sou fã dessa obra. Que sou um dos que aguardavam ansiosamente o lançamento do mangá por aqui e surtei loucamente quando ele foi anunciado. Logo, apesar de toda minha vontade de querer soar “imparcial”, também soarei como fã; por isso, se você acha que minha opinião não deveria contar você pode seguir até o final e, depois disso, dizer se mudou o pensamento, ou ler algum outro post meu. Sério, se você optar pela segunda opção, talvez agradeça mais.
Enfim.... se você seguiu até aqui, vamos juntos para comentar mais sobre Shigatsu wa Kimi no Uso, ou Your Lie in April. A obra que começou a ser publicada por aqui desde maio, pela Panini, mas antes, coloque uma música clássica e me acompanhe.

A obra, escrita por Naoshi Arakawa, começou a sua serialização na Monthly Shounen Magazine em 6 de abril de 2011, sendo encerrado em 06 de fevereiro de 2015 com 44 capítulos compilados em 11 volumes. Além disso, a obra também ganhou sua versão animada em outubro de 2014, que terminou em março de 2015 com 22 episódios e um OVA; e também temos um filme live-action, que saiu lá no Japão ano passado.
É preciso mencionar que, com exceção do live-action – falarei dele em outra oportunidade – todas as versões seguem os mesmos acontecimentos. A diferença do live para o mangá/anime é o enxugue que é feito no roteiro. Lá a história é mais “condensada”, digamos assim.
Voltando ao foco: a sinopse das três versões, de uma maneira bem resumida, é a mesma e foca no Arima, que era um aspirante a pianista, porém devido a alguns fatores, que nos são explicados logo no começo, ele desistiu da carreira; mas depois de conhecer a Kaori ele vai mudando isso e, aos poucos, vai voltando para o piano. É um resumo bem porco, digamos, mas é esse o plot básico e o fio condutor da narrativa.

Aqui já cabem alguns comentários iniciais: 1º a história, mesmo não parecendo tanto a priori, é Shounen; claro que isso não quer dizer muita coisa, mas é algo válido de citar, pois a série foi a primeira que li uma série shounen com viés mais dramático e bem estruturado nessa proposta. Não que seja perfeito, há muitas falhadas e coisas que, com o passar dos volumes, você se questiona. Mas ainda assim há brilho nesse início. É um romance dramático e, dentro dessa demografia, não é algo que vemos todos os dias; 2º mesmo que o foco seja o lado dramático da narrativa – que em muitos momentos flerta com um drama água com açúcar que você deseja final feliz – o autor trabalha muito bem todo conceito ser musicista, mais do que isso, ele trabalha bem com relação à música clássica em um todo. Nesse primeiro volume mesmo, temos comentários de uma pessoa que entende de música clássica; e esses comentários nos ajudam a emergir, ainda mais na obra.
Ainda citando a parte da música, quando li o mangá a primeira vez, isso lá em 2014 – que foi quando a obra saiu, fiquei surpreso em como o Naoshi conseguia passar para quem lia a sensação de som em algo que não possuí isso. Ele tem sutileza ao trabalhar os quadros que envolvem música e, além disso, sabe trabalhar com o estilo; tanto que durante minha releitura com o material da Panini, passei muitos momentos analisando os enquadramentos e as páginas que tínhamos números de concerto (e sim, estou cagando regra) e, acreditem, são momentos que há todo um trabalho para nos dar a sensação de som.
 Agora, voltando ao ponto da primeira edição, confesso que sou meio suspeito para dizer o que acho, em especial porque assisti o anime inteiro e li uma parte do mangá, antes do mesmo ser anunciado por aqui. Mas mesmo assim, digo que é um começo simples, porém que surpreende a primeira vista. Que encanta! Não tem como não se pegar sorrindo com os momentos de interação entre nossos protagonistas, fora os secundários (Tsubaki e Watari) que são um show a parte. Nesse começo, temos apenas uma palhinha do que virá nos volumes seguintes, mas é algo que empolga. Eu mesmo sorri lendo e relendo essa edição #1. Assim como me senti nostálgico revisitando uma obra que há tanto me encanta.

Sem entrar, muito, no mérito de qualidade. A edição brasileira, como já disse anteriormente, está a cargo da Panini e segue bem o padrão dela para seus mangás básicos, sendo em papel pisa, com o glossário e o de sempre; com a única “diferença” que a capa é fosca. Fora isso, tudo dentro do padrão. O preço da edição é R$ 13,90, com periodicidade bimestral, ou seja, dá para encaixar no orçamento (caso não esteja com coleções em excesso).

No fim, acabei indo pelo caminho do mais simplista possível no que poderia falar sobre, porém acredito que é mais viável você – leitor – conferir a obra e tirar suas conclusões. Até porque, para mim Shigatsu é um mangá que vale a aquisição e, aproveitando o dia dos namorados, serve como uma boa opção de presente para seu/sua namorado (a) ou crush. Mais do que isso, essa é uma obra que irá te encantar do começo ao fim, eu recomendo com todas as forças.

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