terça-feira, 4 de julho de 2017

Primeiras Impressões - Koi to Uso



A dúvida é: O que fazer quando se ama uma pessoa, mas te “obrigam” a ficar com outra?


Fala galera! Eis que, enfim, decidi retomar algo que eu já fiz há algum tempo atrás – mais precisamente em abril de 2015 e, de certo modo, no começo desse ano. Dessa vez farei as primeiras impressões dos animês dessa temporada, mais especificamente dos que irei assistir.
Por incrível que pareça, dessa vez até que verei bastante coisa, ou seja vocês terão bastantes textos sobre isso. E, além disso, não estou começando as análises com as obras que saíram no começo da semana e sim com uma que saiu ontem.
Então, sem mais delongas, vamos aos comentários sobre “Koi to Uso” (ou “Love and Lies” no inglês).

Sinopse:

As mentiras são proibidas e o amor também. No futuro próximo, quando você completar dezesseis anos, o governo lhe concede um parceiro de casamento. Nejima Yukari é um adolescente comum de dezesseis anos, mas dentro dele, esconde um coração ardente de paixão! Neste mundo em que o amor é proibido, o que acontecerá com ele?

Considerações gerais:

Baseado no mangá escrito e ilustrado por Musawo Tsumugi, Koi to Uso estreou no dia 04 desse mês (para nós, hoje; para os japoneses: ontem) e, para iniciar de um modo não tradicional, posso dizer que me chamou atenção por vários fatores.
Mas antes, vamos aos pontos mais técnicos do negócio: o mangá da série segue em publicação no Japão, desde 10 de agosto de 2014 – sendo que a publicação se dá de modo simultâneo com a China e com os Estados Unidos por meio do aplicativo Manga Box – e, atualmente, conta com 6 volumes publicados. Fora isso a obra foi licenciada pela Kodansha nos Estados Unidos e terá seu 1º volume publicado por lá em 22 de agosto.
Para completar a cereja do bolo, a obra também ganhará um live action ainda nesse ano. Motivos não faltam para ela ser uma obra em voga, dentre todas as dessa temporada, mas uma coisa que, a princípio, me chamou atenção é o fato dela estar entre as obras do subgênero (se é que podemos taxar assim) NTR – ou NetoRare –; gênero esse que tem como foco a infidelidade (muitos devem conhecer o gênero por Kuzu no Honkai que saiu nesse ano e que, também explora essa questão). Admito que, com tanta gente mencionando que a obra fazia parte desse estilo me despertou certa curiosidade receosa, pois, honestamente, não sou lá uma pessoa que curte ver obras que focam em mostrar gente sofrendo por chifres; mas, no fim das contas, decidi dar uma chance e a surpresa foi positiva.
Para começar, temos um plot interessante e que, dentro do proposto, se mostra bem condizente. Toda a ideia de “o governo escolhe o seu par e você é obrigado a aceitar, pois isso que ajudou o Japão a ter uma natalidade equilibrada” é bem convincente e se firma como mote que moverá toda narrativa, pois é graças a ela que temos o problema que envolve nosso protagonista e interesse amoroso.
Por falar no protagonista e interesse amoroso, quero deixar salientado que gostei de ambos. Quem leu o mangá, não me julgue, mas achei que nesse começo ambos funcionam como um possível casal, em especial na cena do parque. Fora isso, é preciso dizer que o Nejima é um protagonista deveras divertido, porém muito inseguro – ao menos nesse começo – e isso me gerou certa empatia com ele, pois me senti muita semelhança da personalidade dele com a minha (sei lá, também sou deveras inseguro, horrível com declarações amorosas e costumo demorar para tomar atitudes); sem contar que toda turma de amigos que aparece nesse episódio me cativou, de certo modo. Já a Misaki, só posso dizer que achei ela uma personagem que me despertou curiosidade e me gerou shipp com o Nejima, mas também achei ela meio direta na cena do parque (quem assistiu VAI ENTENDER).
Além disso tudo – e voltando ao ponto da trama – a história soube se apresentar nesse primeiro episódio. Foi uma rápida explicação, sem precisar tratar quem assiste como idiota, mas isso se deve – muito certeiramente – porque o público alvo desse animê são os adultos, propriamente ditos, porque a série é exibida na madrugada – o que é justificável, tendo em vista seu conteúdo. Entretanto, mesmo sendo para adultos a série não é “pesada” em sua atmosfera; ela é algo mais light que, possivelmente, se adensará com o tempo. Em especial quando lembramos como esse episódio termina.
O caracter design está bonito e bem próximo ao mangá; a trilha sonora é competente e que cumpre bem seu papel. Tudo aqui é feito com carinho, porém nada muito glamoroso, apenas o suficiente para se mostrar eficiente e contar a história sem atrapalhar. Nesse quesito é ponto para o estúdio LIDENFILMS e para o compositor Masaru Yokoyama (que já esteve envolvido nas composições de algumas obras bem interessantes como, por exemplo, Freezing, Kuzu no Honkai, Yamada-kun to 7-nin no Majo, dentre outras).

Considerações Finais:


Bem, indo ao ponto e me embasando no que vi, uma vez que não li o mangá. Se você curte um drama interessante, que parece ter muito para nos mostrar. Assista sem medo!
Tudo ali funcionou bem nesse início e dá aquela sensação de algo bom está por vir. Agora, se a staff conseguir cagar todo enredo, não será bom. Todavia, julgando por esse primeiro episódio, posso dizer que irei acompanhar e ver até onde irá toda essa derrocada amorosa do menino Nejima, pois será que ele conseguirá achar um meio de quebrar o sistema do qual ele discorda?

PS: Creio que cabe mencionar como tópico extra que, sim, a série já tem licenciante nos Estados Unidos, que é a Sentai Filmwork. Logo, eu não estranharia se, em algum momento, a série aparecesse por esses lados de modo oficial (até onde eu saiba, ela não tem nenhum streaming oficial).
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