terça-feira, 1 de agosto de 2017

Análise semanal – Yakusoku no Neverland #38 ao #49

Consideração do subtítulo – um ano passa voando e a aventura segue cada vez mais incrível e popular, a “promessa” está se provando uma “garantia” e nós, leitores, agradecemos.
Depois de dois meses de atraso, eis que volto. Ok, sei que foi um longo tempo longe dessa análise, mais do que isso até, foi um período quase sabático para que eu ajustasse minha vida em vários sentidos, mas isso é pauta para outro momento. O que é preciso dizer é que, eu voltei e, logo de cara, estou retomando essa que é a análise que sempre me rende novas surpresas e teorias.
Então, sem mais delongas, ou pormenores demais, vamos à análise – porque dessa vez temos material para trabalhar.

Capítulos #38 ao #49*

Partindo do princípio; enfim as crianças – em sua maioria – conseguiram sair do orfanato. Depois de todo suspense e de todos aqueles capítulos que nos deixavam com o coração saindo pela boca, começamos um novo arco e, sinceramente, já começamos com o pé na porta. O Shirai sabe como iniciar arcos narrativos de uma maneira que nos gere ainda mais mistério; além disso ele sabe como nos entregar momentos certeiros, até para o entendimento daquele universo.
Esse novo arco nos apresenta bem vários elementos nebulosos, até então; além disso vemos que todos ali tiveram evolução, ao seu modo. É interessante vermos o quanto todos treinaram e se aprimoraram para conseguir superar o possível ambiente hostil que se apresentava para eles pós fuga. Porém, mais interessante do que isso foi que, enfim, descobrimos que os livros do Minerva são realmente significativos para a narrativa, pois tudo ali possui utilidade na questão de sobrevivência deles dentro daquela floresta.
Até o capítulo 41 somos agraciados mais com os pequenos desafios do grupo que conseguiu executar a fuga. Após isso o enredo se desenrola de uma forma frenética demais – não que anteriormente isso não tenha ocorrido, porém é preciso ressaltar que, para os padrões da obra, tivemos alguns capítulos que foram respiro de surpresas; é a partir do 42 que temos uma noção que os demônios do orfanato prezam, em dobro, pelas crianças de qualidade premium, assim como conhecemos dois novos personagens – Song joo e Musica – e, são eles quem nos situam sobre toda situação que aquele mundo realmente se encontra.
Primeiramente, descobrimos que o ano que eles acreditam ser só é válido dentro da contagem humana, mas que, de qualquer jeito, não faz diferença ali, pois eles estão em território dos demônios. A área do orfanato é dentro do território “inimigo”, pois antes da divisão tudo era mais complicado, uma vez que demônios matavam humanos e vice-versa. Devido a isso foi feita uma “promessa” que separava tudo e acho que já deu para ter uma ideia de onde tudo isso emborca. O fato aqui é: a narrativa trabalhou bem a favor dos twists que a série geralmente dá e se presta a fazer; toda explicação foi, em um modo geral, bem executada e acertada. Ajudou os personagens a se situarem quanto ao mundo que se encontravam e a entenderem o porquê daquele local parecer tão estranho para eles.
Além disso tudo, Song nos deixa um enigma, pois ele fala que uma pessoa é inimiga de nossos protagonistas quando a Musica questiona o porquê de ele não ter sido 100% sincero com as crianças. Fora isso, ao final do capítulo 49 tivemos direito a uma página colorida bem interessante e, porque não, enigmática. É ali que gera todos os porquês que, certamente, só serão respondidos no próximo arco e, mais do que isso, nos faz pensar em quanto tempo o autor dessa nova “promessa” elaborou todo seu plano. Foi tudo tão sutil que, em muitos momentos eu acreditava que saindo só teríamos o problema de retorno a civilização – eu achava que eles já sairiam em território humano, mas fui frustrado.
Depois dessa sequência de capítulos – que sim, nem vou entrar muito em detalhes do que ocorre em cada capítulo, apenas deixar aquela sutil ideia do que achei nessa evolução de ritmo – posso dizer que o Posuka e o Shirai estão conseguindo criar um hit atual, indo até além; eles estão criando mais uma obra para o hall de clássicos dentro da Shounen Jump. Todo arco, até aqui se mostrou desenvolvido com cuidado, de modo que instigue e acrescente informações com relação ao universo da série, fora a arte que, a cada capítulo, se torna mais precisa e atraente para essa história. No fim temos uma série que cumpre a contento o que está se propondo, nos deixando querendo mais.
Agora é esperar o próximo capítulo da série e ver como esse arco se encerrará, mas de uma coisa tenho certeza, nas próximas análises teremos mais comentários de twist e reviravoltas na história, pois é assim que ela está seguindo e, para alegria de quem lê, está sendo executado com competência.

Off topic: o * serve para explicar que não colocarei os títulos desses capítulos para não poluir - demais - o tópico
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